Para garantir uma vida útil longa a transmissão secundária da sua moto (vulgo “relação”), basta lubrificar e regular a folga regularmente.
Cada fabricante tem recomendações específicas sobre isso, mas de um modo geral, a forma de fazer é sempre a mesma. Existem basicamente 3 tipos de lubrificantes que podem ser usados, e cada um tem suas particularidades. Cada pessoa tem preferência por algum destes métodos, cabe a você escolher qual o melhor.

Graxa – A Graxa é uma pasta lubrificante a base de petróleo. Existem muitos tipos de graxa, sendo a mais comum para uso com motos a Graxa Branca. As vantagens são: Maior resistência a água, fácil aplicação (faz menos sujeira, normalmente o tubo vem com um aplicador que facilita o serviço), e preço. A principal desvantagem é que ela demora um pouco a penetrar nos elos da corrente, e não lubrifica tão bem quanto os outros dois métodos que vou apresentar a seguir.

Chainlub – É um lubrificante próprio para corrente da moto. Ele vem em Spray, é fácil de aplicar e gruda muito bem a corrente. Ele tem uma boa capacidade de lubrificação e não faz sujeira na roda da moto. A desvantagem é o preço: Normalmente uma lata custa em torno de 55 reais.

Óleo 90 – É o mesmo óleo de câmbio dos carros. Ele é grosso, bem viscoso, mas ainda é considerado um liquido. A aplicação é mais difícil, pois pinga e faz sujeira no chão e na roda, mas em compensação, ele tem boa capacidade de lubrificação e é barato. Mas deve ficar atento, pois ele sai facilmente com a água, então após uma chuva, deve lubrificar novamente a corrente. A freqüência da lubrificação deve ser maior neste método.

Olhando para a corrente, é possível perceber se ela está ressecada ou não. Se estiver, lubrifique logo, pois o desgaste está sendo grande. O ideal é lubrificar a corrente da moto a cada 500 km, ou 1 vez por semana, o que vier primeiro. Eu particularmente gosto de lubrificar depois de lavar a moto aos sábados, assim é certo que a manutenção da corrente estará sempre em dia.